Vídeo mostra mulher morrendo em sala de espera
A Health and Hospitals, empresa pública que controla os hospitais da cidade de Nova York, fechou acordo na terça-feira para reforçar a monitoração dos pacientes em uma clínica psiquiátrica em Brooklyn. O acordo surgiu depois que um vídeo revelou uma paciente desmaiando no chão da instituição depois de esperar quase 24 horas por um leito, e também que os funcionários da clínica nada fizeram para ajudá-la por mais uma hora. A paciente terminou morrendo.
A organização concordou com um reforço da monitoração como forma de encerrar o processo movido pela União de Nova York pelas Liberdades Civis e outras organizações. O processo, aberto um ano atrás em um tribunal federal em Brooklyn, acusa o hospital público, o Kings County Hospital Center, de manter os pacientes psiquiátricos em condições de imundície, negligenciá-los sistematicamente e drogá-los para garantir sua submissão.
"É inadmissível que tenha sido necessário que uma pessoa morresse, e que imagens do caso fossem registradas em vídeo, para que o governo municipal aceitasse discutir o caso com seriedade", diz Donna Lieberman, diretora executiva da união pelas liberdades civis, em entrevista coletiva concedida em Manhattan. O acordo foi reportado pelo jornal Daily News no domingo.
A paciente Esmin Elizabeth Green, 49 anos, morreu no Kings County em 19 de junho. Vizinhos disseram na terça-feira que Green, que trabalhava em uma creche e como enfermeira de idosos, havia sofrido alguma forma de colapso nervoso. Ela foi conduzida ao hospital por uma equipe de resgate em 18 de junho, sofrendo de agitação e de psicose, de acordo com a Health and Hospitals, e terminou internada por determinação do hospital.
Ela ficou na espera por quase 24 horas no chamado Pavilhão G, o pronto-socorro psiquiátrico, porque havia falta de leitos na ala psiquiátrica da instituição, disseram funcionários da organização.
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